quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ringo Starr - Mais um sonho realizado, Hollywood 15 de Julho de 2010

Como prometi a mim mesmo depois do show de Paul McCartney em Abril, fui ver Ringo. O show foi dia 15 de julho no Hard Rock Live no complexo do Seminole Hard Rock Hotel and Casino, em Hollywood, pertinho de casa.

 A prova de que eu estava lá


Ringo toca com músicos muito competentes que fizeram um certo sucesso nos anos 60, 70 e 80. São eles:
- Edgar Winter - Teclados / Saxofone / Percussão - Site Oficial
- Gary Wright - Teclados - Site Oficial
- Richard Page (Mr. Mister) - Baixo - Site Oficial
- Wally Palmar (The Romantics) - Guitarra
- Rick Derringer (The McCoys) - Guitarra - Site Oficial
- Gregg Bissonette - Bateria - Site Oficial


Todos eles também cantam seus sucessos do passado. Destes, as mais conhecidas são Broken Wings (Page), Talking in Your Sleep (Palmar) e Hang On Sloopy (Derringer). O que impressiona é a qualidade musical e o entrosamento deles. Considerando que esta é uma banda temporária - "só para ter o que fazer durante o verão", segundo Ringo - o entrosamento realmente chama a atenção e isso só acontece pela qualidade dos caras.

Ringo na abertura do show

Bom, vamos ao que interessa: Ringo. O cara é uma figura. Ele confirmou essa impressão que eu tinha dele. Enquanto Paul é mais bom moço e mescla momentos de emoção com piadas (legais mas) de salão, Ringo é relax e fica tirando onda o show todo. Pelo que me lembre ele não tocou no nome dos Beatles o show todo. Ele só se referia como "aquela outra banda famosa que eu fiz parte" ou "essa banda que vocês estão pensando" ou simplesmente "a outra banda".


Ringo na bateria

Ringo acabou de completar 70 anos e está muito em forma. Ele se movimenta o show todo, ou está cantando (bem) e dançando (maaal) ou está tocando bateria. Tem um outro baterista que é quem toca de verdade, porque tem hora (ver foto acima) em que ele só canta. É engraçado ver eles tocando juntos pelo sincronismo nos movimentos.


Claro que a gente mais esperava era que ele tocasse mais músicas dos Beatles mas as que ele tocou foram ótimas. A primeira foi "I wanna be your man", muito boa, conheci e aprendi a gostar jogando The Beatles Rockband no Wii, assim como "Boys". A próxima da lista dos Beatles foi "Yellow Submarine" que ele cantava na versão original. Todas as músicas (à exceção de Boys) foram escritas por Lennon e McCartney especialmente para Ringo cantar, por isso o vocal não varia muito. Já Boys é uma música que Ringo gosta muito e tocava antes unir aos Beatles e foi gravada com ele nos vocais no álbum Please Please Me. Coincidentemente os Beatles sempre a incluíam nos shows do The Cavern como a música do baterista, que na época ainda era Pete Best.

O vídeo abaixo tem alguns trechos do show. O show começa só por volta de 1:30 (um minuto e meio) do vídeo.


A última (ou últimas) músicas foram incríveis. Quando todos os outros fazem aquele coro na introdução "With a Little Help From My Friends" é impossível não se emocionar. Ele depois dá uma saidinha de charme e volta para cantar "Give Peace a Chance" de John Lennon, nessa eu quase fui às lagrmas.

Set List:
1. It Don't Come Easy (Starr)
2. Honey Don't (Starr)
3. Choose Love (Starr)
4. Hang On Sloopy (Derringer)
5. Free Ride (Winter)
6. Talking in Your Sleep (Palmar)
7. I Wanna Be Your Man (Starr)
8. Dream Weaver (Wright)
9. Kyrie (Page)
10. The Other Side of Liverpool (Starr)
11. Yellow Submarine (Starr)
12. Frankenstein (Winter)
13. Peace Dream (Starr)
14. Back Off Boogaloo (Starr)
15. What I Like About You (Palmar)
16. Rock and Roll, Hoochie Koo (Derringer)
17. Boys (Starr)
18. Love Is Alive (Wright)
19. Broken Wings (Page)
20. Photograph (Starr)
21. Act Naturally (Starr)
22. With a Little Help from My Friends (Starr)
23. Give Peace a Chance (Starr)

Foram 2 horas de show e posso dizer que me valeu cada centavo que gastei. Pela qualidade do show, pela qualidade técnica dos músicos e sem dúvida nenhuma por ter visto o outro Beatle vivo. Pena que não consegui falar com ele sobre meu projeto para a nossa banda de canhotos com Paul. Agora espero que demore muito, mas muito mesmo para eu ver George e John ao vivo...

sábado, 10 de julho de 2010

St John Party - 2010

Look at the sky my love / Look how beautiful it is / Look at that multi-colored balloon / that is going up in the sky

Se Luiz Gonzaga fosse americano, ele teria escrito essa musica? Acho que não, que aqui não tem São João. Ôpa! Tem festa de São João sim! Com direito a fogueira e milho assado, matutinho e matutinha...
Olha a quadrilha! Anarriê!
 
A Rainha da festa com os matutinhos

Vovó trouxe canjiquinha São Braz

Aqui nos EUA tem muito milho. Embora seja um pouco diferente, o gosto é mais doce, deu para lembrar um pouco da terrinha.
Eu e Gabriel "dicascando o mio"

A "fogueira" acesa na véspera de São João! O homem da casa (vulgo eu) não morre esse ano...

 
Milho assado é tão bom, com uma manteiguinha então...

PS: O site do Sao Joao de Caruaru é www.caruaru.com.br ou www.caruaru360graus.com.br mas podiam ter feito o Google pegar ne? SEO neles! E Viva São João!!!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Deus recompensa a Excelência

É simplesmente impressionante como o povo americano é doutrinado a trabalhar duro para atingir o sucesso. Acabo de passar mais de 30 minutos vendo uma pregação do Ministro Joel Osteen na televisão. O que me chamou a atenção foi o fato de ele falar tanto em trabalho num sermão religioso.
A mensagem dele foi a de que devemos fazer com excelência (excel) até mesmo quando ninguem está vendo. Ele deu diversos exemplos de como devemos trabalhar duro para conseguir o que queremos, como a passagem bíblica da escolha da esposa de Isaac, filho de Abraão. Também deu exemplos de como quando fazemos um trabalho mal feito ele será descoberto.

Veja alguns exemplos de como glorificar Deus de acordo com Joel Osteen:
  • Realizando uma grande venda para sua empresa.
  • Desenvolvendo um software para o seu departamento.
  • Fazendo coaching com algum colega.
Não estou querendo fazer pregação religiosa aqui. O tema deste post é justamente que até em pregação religiosa os americanos colocam o trabalho duro e a questão de vencer pelos próprios meios. É impressionante como desde sempre esse povo é incentivado e treinado a fazer seu trabalho, empreender e conquistar seu espaço com seus próprios meios.

Acho que mais da metade da população brasileira hoje é da opinião de que vencer na vida é passar em um concurso público para trabalhar pouco e ganhar muito. Antes que os servidores públicos me ataquem (inclusive Claudia), não estou dizendo que os servidores não querem trabalhar ou trabalham pouco. O que quero dizer é que a maioria dos que estão fora querem mesmo é uma boquinha.

Se você leu o livro 1808 de Laurentino Gomes - se não leu, leia - você deve se lembrar de uma passagem que para mim foi a mais marcante do livro. Nela o autor diz que os filhos da elite brasileira do século XVIII eram educados em Portugal, principalmente em Direito na Universidade de Coimbra pois esta era a carreira que dava mais chance de se conseguir uma vaga no serviço público.


Acho que o serviço público quando feito por vocação, com dedicação e seriedade é uma das atividades mais louváveis que existem. Servir a população, muitas vezes sem boa estrutura e tendo que ser criativo para driblar as dificuldades impostas para que o povo tenha uma vida melhor, é algo de que se deve orgulhar. É uma pena que existam tantos que preferem simplesmente não fazer nada.

Se estes que não fazem nada escutassem o Ministro Osteen e glorificassem Deus nas 6 ou 8 horas em que estão no trabalho todos ganharíamos. O Dalai Lama diz que quando você faz o bem a alguem a sua vida melhora pela paz de espírito que esse ato traz.

O fato é que o americano trabalha, e trabalha muito, para vencer na vida. E vencer na vida para os americanos é ser alto funcionário de grandes empresas com um excelente salário e bônus ou ter sua própria empresa faturando muito dinheiro.

sábado, 29 de maio de 2010

Hollywood Beach

 Hoje acordamos meio sem ter o que fazer até que quem manda - Cláudia - determinou: Vamos para a praia! Embora a previsão fosse de chuva, aqui em Weston e arredores estava fazendo um sol massa...

Consultamos o oráculo (www.weather.com) e ele nos disse que Key Biscayne ia pipocar. Pipoco do trovão porque a previsão era de tempestade. Consultamos então nosso consultor local de praias (Beny) que nos indicou a praia de Hollywood. Essa opção também tem uma grande vantagem em relação a Key Biscayne, é muito mais perto.
Montamos a nossa estrutura bem perto de onde paramos o carro. Ah, outra vantagem: gastamos só $2 de estacionamento. A ida para Key Biscayne nos custa $1.50 de pedágio mais $8 de entrada no parque.

Assim que chegamos brincamos um pouco na areia até Gabriel se acostumar com a ideia de entrar na água.
Jogamos futebol
Futebol Americano
Caio até sorriu para a foto. Tá bom, não foi um sorriso, mas acho que foi um dos maiores sorrisos da temporada!
Olha Gabriel à milanesa!
Mariana ficou brincando na sombra. Dessa vez ela deu uma pausa nos planos de dominar o mundo. Também, a praia tava vazia...
No final das contas até Gabriel adorou!

domingo, 23 de maio de 2010

Sunshine State Games - Lacrosse

Vimos um jogo de Lacrosse pela televisão e ficamos interessados em conhecer um pouco mais este esporte. O Lacrosse é um dos poucos esportes jogados durante o verão. Procurando na internet descobri que haveria um torneio neste final de semana. Mais, trata-se do maior festival multi-esportivo da Florida, os Sunshine State Games.


Fomos então para Parkland no noroeste do condado de Broward. Mais uma vez nos impressionamos com a qualidade dos parques, no caso, do Pine Trails Park.

Havia ao menos 5 campos de jogo com gramado impecável. Não fomos ver a parte dos brinquedos, mas pelas fotos do site a variedade é grande. Não é à toa que este é um dos parques mais populares da região.


Montamos nosso camarote na beira do campo mais próximo que era onde estavam rolando os jogos dos meninos do High School.

É interessante ver como os americanos incentivam seus filhos a praticar esportes. Por aqui um bom desempenho em campo pode render uma boa bolsa na universidade já que praticamente todas mantem programas esportivos das mais variadas práticas: football (americano), basquete, baseball, soccer (nosso futebol), volei, softball (espécie de baseball), lacrosse, tenis, golfe...


O jogo é muito interessante com muito contato pessoal, e às vezes parece ser violento. É uma mistura de futebol, hoquei sobre a grama e Jai Alai. Porém com muitos equipamentos de segurança, capacete, luvas, e até uma armadura para o tronco, não há machucados.

Eles também incentivam muito o fair play com todos os jogadores fazendo o brado do time no início e no fim do jogo não interessando o resultado. Na foto acima os dois times se cumprimentam após o jogo.

Voltamos para casa onde rolou um churrasquinho com banho de mangueira e banheira para os meninos e um pagode / forró no iPod de Caio que, claro, não sorriu para a foto...
Apesar de o churrasco ter sido regado a Diet Pepsi, nos empolgamos e rolou até um rala-bucho...